sábado, novembro 13, 2010

Livro "Leitura e Escrita em Movimento"


Bem editado, bonito e cheio de discussões intrigantes sobre linguagem e tecnologia, já está circulando o livro "Leitura e Escrita em Movimento", organizado por Ana Elisa Ribeiro, Ana Maria Nápoles Villela, Jerônimo Coura Sobrinho e Rogério Barbosa da Silva, que são professores do mestrado em Estudos de Linguagens do Cefet-MG.

A obra traz uma seleção de textos apresentados no III Encontro Nacional sobre Hipertexto, que aconteceu em 2009.


sábado, novembro 06, 2010

Livro "Produção e Colaboração no Jornalismo Digital"

Atualização (dez/2010): coloquei alguns exemplares para venda em BH nas livrarias
Atualização em out/2011: vendas direto pelo site da editor Insular

Tem livro novo na praça: Produção e Colaboração no Jornalismo Digital será lançado na terça, dia 09 de novembro, durante o 8º Encontro da SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo).

A obra é um produto da Rede de Pesquisa Aplicada em Jornalismo e Tecnologias Digitais e reúne trabalhos de 16 pesquisadores de 10 instituições espalhadas Brasil afora.

Está lá um artigo de minha autoria em parceira com a ex-aluna da UFV Gabriele Maciel: "Edição jornalística x edição colaborativa: tensões na home da Folha Online"
 

terça-feira, setembro 28, 2010

Entrevista sobre Wikificação do Jornalismo

Começou com um artigo para o livro Metamorfoses Jornalísticas 2,

ganhou fôlego com algumas experimentações com alunos no site do curso (ver paper apresentado no Expocom 2010)

e eis que a idéia de Wikificação do Jornalismo vai repercutindo por aí.

Na semana retrasada recebi a notícia de que uma versão melhorada do artigo "Wikificação como modelo de edição de conteúdos jornalísticos na web" foi aceita para a revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC. Um respaldo e tanto para uma proposta que entra em rota de colisão com algumas tradições jornalísticas. Atualização: a versão do artigo no periódico está aqui.

Levando adiante as perguntas instigantes feitas no Intercom 2010, o Herdeiro do Caos (vulgo Yuri Almeida) publicou hoje uma entrevista comigo sobre o tema. Lá desenvolvo mais algumas idéias que, espero, estarão nas próximas publicações e nas experimentações futuras. Participou da entrevista o Thiago Araújo, meu orientando na UFV.

terça-feira, agosto 31, 2010

Agenda cheia para o Intercom 2010

Começa nesta sexta (dia 03 de setembro) o XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Mais conhecido como Intercom 2010, também poderia ser chamado de "a festa da democracia" acadêmica, dada a grande quantidade de pessoas (estudantes de graduação, principalmente) e a diversidade de trabalhos e idéias (nem sempre muito relevantes, diga-se).

No esforço de me programar para o evento em Caxias do Sul, compartilho aqui algumas anotações e compromissos pessoais.

Para informações mais gerais, sugiro o PDF com a programação completa, os anais com todos os trabalhos (boa iniciativa antecipar a publicação!) e a programação dos Grupos de Pesquisa.

No domingo 05/09) à tarde apresento um trabalho na sessão 2 (Convergência das mídias e cultura participativa I - Jornalismo colaborativo online) do Grupo de Pesquisa em Cibercultura. O paper chama-se Fragmentação e wikificação: a morte de Zilda Arns na cobertura do G1 e da Wikipédia em português - um estudo de caso que dialoga com a minha tese (sempre em andamento...) e suas relações com o jornalismo.

Veja também a programação completa do GP Cibercultura, que acontece do sábado, dia 04, a segunda, dia 06/09. Boa parte do tempo devo estar por lá.

Seis trabalhos dos alunos do curso de Jornalismo da UFV são finalistas do Expocom nas modalidades Jornalismo e Produção Editorial (leia matéria completa sobre a participação da comitiva do curso). Eles se apresentam no sábado, de manhã e à tarde.

Tenho compromisso marcado com os dois orientados por mim: Website institucional e blog Bangalô de Flores.

Vários alunos do curso marcam presença também no Intercom Jr - ao todo são 12 trabalhos. Ainda que não tenha sido o orientador, fiquei feliz em ver a maioria deles no DT5 - Comunicação Multimídia. Tentarei prestigiá-los no sábado.

Na segunda-feira, dia 06/09 (já contando os minutos para o voo de volta), estarei na mesa redonda Metamorfoses jornalísticas, mediada pelo Demétrio de Azeredo Soster (UNISC) e com a presença de Fabiana Piccinin (UNISC), Fernando Firmino da Silva (UEPB/UFBA) e Nelia Del Bianco (UNB).

Trata-se de mais um desdobramento do livro lançado no ano passado - que, inclusive, será relançado no domingo à noite, no V Publicom.

Voltando ao início do evento, na sexta, dia 03/09, às 19h, será lançada a Enciclopédia Intercom de Comunicação, com a qual colaborei com o verbete "Enciclopédia" (!). Promete ser um livro de fôlego, estou curioso para ver.

Sigam-me os bons :)

segunda-feira, agosto 30, 2010

Evento "Ensino de Jornalismo e Convergência"

Nos dias 26 e 27 de agosto estive em Florianópolis para o "I Seminário de Ensino de Jornalismo".

Como estava em "missão oficial" (como coordenador de curso, quero dizer), acabei publicando um post no blog "Em Viagem", um dos desdobramentos do site do curso da UFV.

Dê um passada por lá então...

quarta-feira, agosto 18, 2010

WikiFactCheck, ou checando dados através de um wiki

Há algum tempo venho falando e escrevendo sobre as potencialidades de uma wikificação das práticas jornalísticas, o que permitiria que as redações e os profissionais da notícia incorporassem parte das práticas bem-sucedidas dos wikis e, em especial, da Wikipédia (ver artigos publicados em 2009 e 2010).

Um projeto lançado há pouco nos EUA exemplifica bem uma possibilidade dessa wikificação: o WikiFactChecker, um wiki voltado para checagem colaborativa e aberta de informações "suspeitas" divulgadas por fontes e instituições.

A checagem piloto parte de um debate político no programa Face the Nation, da rede de TV CBS. A íntegra da discussão foi reproduzida no wiki (fora disponibilizada anteriormente no site da emissora!) e todos estão convidados a conferir e questionar os dados e versões divulgados pelos republicanos e democratas.

A adesão dos voluntários nos primeiros dias parece pequena, é verdade, mas o potencial é enorme, ainda mais se concentrado em eventos específicos como este programa de TV.

O mentor do projeto é o professor Andrew Lih, autor do livro Wikipedia Revolution e professor da University of Southern California Annenberg School of Communication and Journalism.

A acompanhar, sem dúvida.

Para mais, ler o artigo Truth-o-Meter, 2G: Andrew Lih wants to wikify fact-checking.

Atualização: nos comentários, o todearaujo lembrou uma interessante experiência de apuração distribuída liderada pelo jornal The Guardian no ano passado. A experiência está relatada neste artigo do Marcelo Träsel.

quinta-feira, julho 15, 2010

Notas e links de (mais um) semestre corrido

O tempo correu, o twitter absorveu, a estrada BH-Viçosa semanalmente me jogou pra lá e pra cá, a coordenação de curso é uma reponsa, o doutorado cada vez mais fungando no cangote...

... e o semestre passou sem eu nem mesmo fazer os jabás por aqui.

De trás para frente, começou muito bem o blog Em Viagem, uma nova produção minha com uma ótima equipe de alunos do curso. A idéia é registrar experiências, relatos, curiosidades das viagens (cada vez mais frequentes, felizmente) de intercâmbio, extensão, pesquisa etc. Neste momento temos correspondentes na China, em Rondônia e Pernambuco - até o fim de julho, também na Paraíba.

Está quase pronto um hot site com audioslides que a turma de Jornalismo Multimídia produziu. Seguindo exemplos do NYTimes, revista Brasileiros, Clarín e outros, entrevistaram pessoas e cobriram eventos de Viçosa. Do material já publicado, gostei bastante do perfil do Irmãozinho, o vigia da principal avenida da cidade, e da entrevista muito bem ilustrada sobre a Procissão de Santa Rita.

Ainda nas produções, foi de encher de orgulho a participação dos alunos no Intercom Sudeste, em Vitória. No Expocom, foram cinco prêmios, dois sob minha orientação - Site Laboratório (modalidade Web site) e Bangalô de Flores (modalidade blog). Vamos todos para Caxias do Sul, em setembro.

Lá em Vitória apresentei o único paper do semestre: Wikificação como modelo de edição de conteúdos jornalísticos na web. É uma continuidade do artigo publicado no livro Metamorfoses Jornalísticas 2 e, de algum modo, um trecho da tese que pretendo defender no próximo ano. Também tive a honra de, a convite do Fábio Malini, participar de uma mesa sobre cultura e nativos digitais com o Alex Primo e a Fernanda Bruno. Não comprometi, acho.

O semestre teve ainda longas jornadas de discussão do novo Projeto Pedagógico e da nova estrutura do curso de Jornalismo da UFV (praticamente prontos agora), orientação de TCCs (uma monografia sobre metodologias de monitoramento de mídias sociais e um DVD-ROM sobre o maestro viçosense Hervê Cordovil), muitas reuniões.

Acho que tudo isso é para me convencer que estou entrando de férias.

De amanhã em diante, rumo ao São Francisco:


quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Venda do "Metamorfoses Jornalísticas 2" em BH, Viçosa e região


Atualização em nov.2010 - em BH, livro à venda nas livrarias
Atualização em out.2011 - venda diretamente pelo site da Edunisc.

Na correria do fim de 2009, acabei deixando de divulgar por aqui o lançamento do livro "Metamorfoses Jornalísticas 2- a reconfiguração da forma" (ed. Edunisc), organizado pelo Demétrio Soster e pelo Fernando Firmino.

No meio de um monte de feras, está lá um texto meu: COLABORAÇÃO, EDIÇÃO, TRANSPARÊNCIA: desafios e possibilidades de uma “wikificação” do jornalismo.

Temos agora um novo gancho para divulgar a obra: como a distribuição é mais restrita, peguei 15 exemplares direto com a editora e deixei pessoalmente em algumas livrarias da Savassi, em BH.

Ainda estou com alguns livros para vender diretamente para os interessados em Viçosa, BH e região. É só me contactar.

Sobre o livro

Antes do release e do sumário, um depoimento como "leitor": posso garantir que é uma coletânea muito instigante, tanto para profissionais quanto para estudiosos de qualquer área do jornalismo. Mais do que um suporte ou um referência teórico, o que une os textos é desafio de refletir sobre a transformação midiática enquanto ela acontece, levando a sério um conceito ousado como o de Metamorfoses Jornalísticas.

"O jornalismo já não é mais o mesmo. Questões tecnológicas, sociais e legais vêm modificando o campo em ritmo acelerado." É assim que começa o prefácio do professor-doutor da PPGCOM/UFRGS, Alex Primo, para o livro Metamorfoses Jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009), organizado pelos professores Demétrio de Azeredo Soster e Fernando Firmino da Silva e que será lançado em Porto Alegre (14/11), durante a 55ª Feira do Livro, e em São Paulo (26/11) durante o Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo - SBPJor. A capa foi elaborada pelo designer Rudinei Kopp, autor de Design Gráfico Cambiante.
O livro trata-se de uma obra indispensável para professores, estudantes, pesquisadores e profissionais para pensar as transformações pela qual o campo do jornalismo passa nos seus aspectos de produção, distribuição e recepção de conteúdo com os processos de digitalização, convergência e de multiplicação de plataformas midiáticas. Catorze autores, especializados em suas respectivas áreas, lançam olhares e questões sobre os fenômenos emergentes em torno do jornalismo contemporâneo com a crescente complexificação de seus processos. Infografia, midiatização, jornalismo móvel, blogs, Wikipédia, radiojornalismo, telejornalismo, redes sociais, gêneros, fotojornalismo e documentários são alguns dos temas tratados nesta edição.
O livro é o segundo volume da série Metamorfoses Jornalísticas. O primeiro tratou das "formas, processos e sistemas", enquanto que o segundo analisa as "reconfigurações da forma" do fazer jornalístico. Ambos volumes se inserem em um contexto mais amplo, do qual fazem parte ainda dois outros livros – Edição em jornalismo: ensino, teoria e prática (Edunisc, 2006) e Edição de imagens em jornalismo (Edunisc, 2008), cujo objetivo tem sido observar as complexificações que se estabelecem no jornalismo a partir do momento em que ele se vê imerso em um cenário altamente tecnologizado, tendo a internet como ponto de referência sócio-histórico.
................................................................

O SUMÁRIO:

PREFÁCIO
Alex Primo

APRESENTAÇÃO
O SEGUNDO PASSO
Demétrio de Azeredo Soster, Fernando Firmino da Silva

COMO O DISPOSITIVO PREPARA PARA O GÊNERO JORNALÍSTICO?
Lia Seixas

REDES SOCIAIS NA INTERNET, DIFUSÃO DE INFORMAÇÃO E JORNALISMO: elementos para discussão
Raquel Recuero

OS BLOGS E OUTRAS NARRATIVAS DO CIBERESPAÇO
Cláudio Cardoso de Paiva

COLABORAÇÃO, EDIÇÃO, TRANSPARÊNCIA: desafios e possibilidades de uma “wikificação” do jornalismo
Carlos d’Andréa

REPORTAGEM COM CELULAR: A visibilidade do jornalismo móvel
Fernando Firmino da Silva

SOBRE ZH: Zero Hora Responde
Antonio Fausto Neto

MODELO PARA ANÁLISE DO JORNALISMO MIDIATIZADO
Demétrio de Azeredo Soster

ESPAÇO CRÍTICO NO JORNALISMO: para além da indústria, do intelectual e do consumo polêmico
Jairo Ferreira

DO ANALÓGICO AO DIGITAL: notas sobre o telejornal em transição
Fabiana Piccinin

A TRAVESSIA DO ANALÓGICO PARA O DIGITAL NA TV CABO BRANCO – PARAÍBA
Águeda Miranda Cabral

BASES DE DADOS E INFOGRAFIA INTERATIVA: novas potencialidades, conceitos e tendências
Adriana Alves Rodrigues

VALOR NOTÍCIA X VALOR IMAGEM. FORMATOS DO FOTOJORNALISMO EM REDES DIGITAIS
José Afonso da Silva Junior

O PROCESSO DE MUTAÇÃO DA PRODUÇÃO DO
RADIOJORNALISMO

Nelia R. Del Bianco

O OLHAR DE VERTOV PARA VER HOJE
Jair Giacomini

domingo, janeiro 31, 2010

Divagações sobre a #cparty e Encontro de Rede Vivo

(este post poupa-te de desculpas sobre os motivos deste blog continuar abandonado. Entre tuitadas mais ou menos frequentes e um esforço concentrado nas publicações e no adiantar da tese de doc, nada deve mudar nos próximos tempos).

A convite do Instituto Vivo e da Papagallis estive, por um dia, na Campus Party. A proposta, tão obscura quanto instigante, era participar de "conversações" baseadas na pergunta "Redes digitais ou redes sociais. Afinal, quem está conectado vive e aprende em rede?".

De cara, achei bacana o convite ter partido do Rafael Munduruca e do Cristiano Sávio, dois ex-alunos do curso de Jorn. da UFV - não foram meus alunos, diga-se. Um tanto imerso em leituras conceituais e cansado das exposições egocêntricas e pouco relevantes dos eventos acadêmicos, topei sem pestanejar.

As conversas foram instigantes, talvez menos pelas idéias do que pelo formato e pelas conexões estabelecidas. Em um ambiente tão ruidoso quanto a Campus Party, foi mais produtivo sentar em torno da mesa e ouvir os interlocutores sem microfone ou streaming (sim, tinha gente ouvindo palestra via web dada a barulheira constante no local).

Cada vez parece-me mais nítida a recorrente idéia de estudiosos e articuladores da web: tão ou mais importantes que os pontos da rede são as conexões estabelecidas entre eles. Nessa vibe, foi bacana conhecer o relato do Wagner Merije sobre como os celulares estão entrando pela porta da frente das escolas no projeto Minha Vida Mobile. Boto fé que a Ivana Bentes vai conseguir transformar a Escola de Comunicação da UFRJ (da qual agora é diretora) em um espaço acadêmico a la Pontões de Cultura.

Surpreendi-me com a revista sobre "Transparência" que o Fernando Barreto e a Lívia Ascava, da WebCitizen, distribuiram após o bate-papo. No editorial da "Gotas", a WebCitizen apresenta-se como "uma empresa privada que se propõe a atender o interesse público e ganhar dinheiro com isso". Gostei, assim como do projeto Vote na Web, que recomendara antes pelo twitter.

Até o chá de aeroporto após o cancelamento do vôo para BH foi compensado por um papo bacana sobre games, aplicativos, pesquisas e a vida em BH com o Daniel Coquieri, da O2Games. Hei de ficar de olho no trabalho deles.

Sobre a #cparty em geral, as poucas horas que passei flanando por lá me permitem concluir que, definitivamente, não é um espaço onde eu ficaria acampado ou imerso por dias a fio. Minha experiência com tecnologia liga-se à vida cotidiana, que para mim é preferencialmente diurna e vivida ao ar livre, e não num galpão regado a Red Bull madrugada a dentro.

Falando assim, parece que odiei. Não: curti bastante. Entregue à característica dispersiva que o ambiente cultiva, dei umas boas voltas pelas diferentes alas e tribos, evitando, no entanto, um olhar excessivamente antropológico. Como meu netbook não tem entrada para ponto de rede e as redes sem fio eram armadilhas dos hackers de plantão, ironicamente fiquei quase off-line e alheio à mítica conexão 10Gb.

Pesquei um trecho do debate sobre pesquisa de blogs com o André Lemos e o Rogério Christofoletti (links para posts sobre a #cparty), um centrado Gilberto Gil falando das relações Estado e Iniciativa Privada (tema: Plano Nacional de Banda Larga), um culto meio desmedido ao Tas, papos sobre Inteligência Artificial, mercado de games e Creative Commons. Nos intervalos, o @todearaujo e sua turma recém-formada (presencialmente) atuaram como guias que explicam as localizações e as sensações do evento.

Ano que vem espero passar mais um, quem sabe dois dias por lá.