sábado, fevereiro 16, 2008

Blogosfera Overloaded?

Não fui ao Campus Party. Pra ser sincero (que não soe como despeito), não tive vontade nenhuma de ir. Mas como qualquer pessoa interessada na área, procurei acompanhar o que estava acontecendo por lá. Por absoluta falta de tempo ao longo da semana, concentrei-no Twitter, onde sigo duas dúzias de pessoas sem saber exatamente porque.

Visitei alguns links legais, descobri que o Tumblr é a bola da vez (mas ainda não criei conta lá) e me distrai com vários ataques de nervos de quem estava ou queria ir lá ("cheguei!", @fulano blá blá blá).

Chegando de viagem após uma visita muito produtiva a um dos centros de pesquisa tecnológica mais importantes do país (talvez poste algo sobre isso nos próximos dias, mas, acredite, tudo que vi lá tem a ver com o que escrevo aqui), resolvi, com muita preguiça, procurar BONS posts sobre o Cparty.

Ainda não encontrei (algumas dezenas de feeds me esperam), mas três posts sobre questões absolutamente sinergicas me chamaram atenção.

O Biscoito Fino e A Massa problematiza uma recente invasão de agressivos comentaristas de portais, que têm posturas incompatíveis com uma das caixas de comentários mais produtivas do país. Com a classe de craque ao fazer uma falta no meio de campo, Idelber sentencia:
Explico, então, pela milésima vez o que qualquer blogueiro sabe: num blog pessoal, não existe “censura”. Se eu lhe impedisse de abrir o seu próprio blog, isso sim, configuraria censura. Este blog não é uma democracia. É um espaço editado. Procuro, em geral, responder os comentários, mas também me dou o direito de ignorar o que acho que deve ser ignorado e apagar o que acho que deve ser apagado.

Michel Lent se assustou com a gritaria virtual a partir do Campus Party, abandonou um post sobre o evento e finalizou um post reflexivo assim:
Nunca tivemos tanto poder de publicação e ao mesmo tempo, nunca tivemos tanto ruído. Como fazer para ser relevante e dizer coisas que realmente vão ser escutadas e aproveitadas? Eu tenho preferido me manter em silêncio. Salvo quando eu acho que tenho alguma coisa realmente relevante pra dizer.
No Libellus, Ana Brambilla critica a pretensa profissão de blogueiro, que tantas vezes atrai gente que não sabe o que e como dizer. O drama é esse:

Primeiro o cara cria um blog. Depois descobre do que é capaz de escrever. Enquanto isso sai atirando prá todo o lado. E quando não descobre nenhum foco editorial? Fica aquela coisa amorfa e desprezível. Mas não importa. Afinal, o cara já é um blogueiro!

A blogosfera está estressada.

Eu não. É sábado à noite e estou prester a ficar off-line.

3 comentários:

Bernardo Esteves disse...

Alô, Carlos! Gostei do post e da matéria do Pedro Doria no Estadão sobre o evento, você chegou a ler? Abraço!

Carlos d'Andréa disse...

Oi, Bernardo,
tinha lido a matéria, mas o post não.
É um registro interssante sim.

Particularmente ainda estou esperando algum comentário sobre a palestra de Steve Johnson...

Abs
Carlos

Lilian disse...

Oi Carlos,
eu estive no CP uma tarde e noite, me senti na obrigação de dar uma olhada, sendo aqui em SP. Me diverti um tanto, encontrei contatos da rede, esse tipo de coisa. Party mesmo.
A palestra so Steve Johnson foi curta e um pouco conturbada (havia algum campeonato de game ao lado, e a torcida estava animadíssima). Melhor ler os livros.
Veja esse post do Abdo, achei divertido, especialmente seus comentários sobre os blogueiros.
http://stoa.usp.br/abdo/weblog/16548.html
abço